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Vereadores discutem armamento da Guarda Municipal que impacta a vida de ambulantes

Preocupação de dirigentes da CUT é que esta decisão escale o conflito entre camelôs e Guarda Municipais

Publicado: 27 Novembro, 2019 - 15h23 | Última modificação: 27 Novembro, 2019 - 15h28

Escrito por: CUT Rio

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A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro terá a primeira discussão nesta quarta-feira (27) sobre o projeto que permite o armamento da Guarda Municipal. Segundo a proposta, Guardas deverão passar por curso de 600 horas e nem todos seriam habilitados para o porte.

O objetivo alegado pelo secretário municipal de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, é que o contingente armado seja empregado principalmente nos pontos turísticos, mas a decisão abre um precedente perigoso para mais uma força armada na cidade. 

Segundo o Vereador Tarcísio Motta, o Rio de Janeiro deveria estar olhando para outras questões que prevenção que não passam pelo armamento da Guarda. Para ele, esta iniciativa irá colocar em risco quem trabalha nas ruas “A guarda municipal armada significa mais um perigo, de ameaças e até de tiroteios.” e completa “Os trabalhadores ambulantes precisam se preocupar.”. Na visão dele, o Prefeito Marcelo Crivella deveria estar preocupado em aumentar as autorizações e regulamentar um Armazém Público ao invés de colocar mais armas nas ruas que podem ser aliciadas pelas milícias ou pelo tráfico de armas.


Já para Duda Quiroga, Vice Presidenta da CUT Rio, a maior preocupação é com quem está mais vulnerável neste momento, “Podemos ter no Rio uma realidade que já acontece em São Paulo, onde a Guarda é armada e em outubro deste ano dois ambulantes morreram.”. Essa preocupação é bem fundamentada, pois a proposta diz que os Guardas poderão estar armados inclusive no trajeto para casa, mesmo que em outro município.


É de conhecimento geral que a Guarda Municipal tem um papel muito forte de repressão contra trabalhadores ambulantes, que em um país com mais de 13 milhões de desempregados, tende a aumentar cada vez mais. Uma Guarda armada significa maiores chances de um desastre acontecer contra mães e pais de família que tentam na informalidade obter o sustento da sua casa.