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Trabalhadores dos portos se reúnem em Seminário no Rio de Janeiro

Debates abordam transformações no trabalho portuário ao longo dos anos e a luta política dos trabalhadores

Publicado: 29 Novembro, 2021 - 12h02 | Última modificação: 29 Novembro, 2021 - 12h10

Escrito por: Camila Araujo, CUT-Rio

Divulgação
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O Museu da História e da Cultura Afro Brasileira está sendo palco, nesta sexta (26) e sábado (27) do I Seminário Capatazia Luta e Resistência em Contextualização Histórica na Modernização Portuária. O encontro reúne trabalhadores, dirigentes sindicais, lideranças políticas e parlamentares, e é promovido pelo Sindicato dos Arrumadores do Rio de Janeiro.

O I Seminário Capatazia, inédito na história dessa categoria, tem o objetivo de mostrar o que está acontecendo nos portos do Rio de Janeiro e trocar conhecimentos sobre a realidade local com os trabalhadores e agentes sociais. Segundo o presidente do Sindicato dos Arrumadores, José Borges Dias, ao longo dos últimos anos, a categoria cresceu muito. “Antigamente a Capatazia estava num patamar muito abaixo da Estiva, por exemplo. Hoje está nivelada a ponto de a gente estar convergindo para uma unificação de todos os sindicatos no Rio de Janeiro”, avalia.

Em sua fala na mesa de abertura, o secretário de comunicação da CUT-Rio e presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro, Sergio Giannetto, reforçou a importância da união dos trabalhadores dos portos. “Com a realidade atual, a gente unido fica mais forte. Esse governo está atacando os trabalhadores de todas as formas e só unificando as nossas forças conseguiremos combater de igual pra igual. E nós, portuários, estivadores, arrumadores, conferentes, trabalhadores de capatazia, consertadores, vigias, blocos, nós estamos nos portos, nas divisas entre um país e outro, nós trazemos riquezas para o país. Juntos somos fortes”, afirma.

A relação que o Sindicato dos Arrumadores tem com a população carioca e com o povo negro do Rio de Janeiro é simbólica, segundo o dirigente da CUT-Rio, Carlos Souza. “A história desse sindicato se confunde com a própria história de organização dos trabalhadores dos portos, há mais de cem anos. A ideia é resgatar essas referências históricas junto aos trabalhadores e a importância de defender seus direitos enquanto classe”, explica.