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Sindicato dos Bancários de Campos denuncia descaso e pede fechamento de agências

Publicado: 17 Março, 2020 - 16h03 | Última modificação: 17 Março, 2020 - 16h06

Escrito por: Bancários de Campos dos Goytacazes

Divulgação
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O Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região encaminhou ofício ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Estadual nesta terça-feira, 17, denunciando o descaso das instituições financeiras com os bancários, clientes e usuários, cobrando, inclusive, a adoção de medidas judiciais, caso necessário, para que medidas protetivas sejam cumpridas a fim de evitar o agravamento da crise de saúde pública diante da pandemia do novo coronavírus.

Também serão encaminhados ofícios às Prefeituras dos oito municípios da base, nas regiões Norte e Noroeste do Estado do Rio, solicitando providências dos setores de Vigilância Sanitária. Na véspera, a entidade enviou ofício à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), propondo o fechamento imediato de todas as agências bancárias por 15 dias. No documento o Sindicato também pede contingenciamento do fluxo de clientes e redução do horário de atendimento por 30 dias, a partir do retorno.

Nesta segunda-feira, 16, o Comando Nacional dos Bancários da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf) reuniu-se com a Fenaban. Foi criado um grupo bipartite visando estabelecer medidas preventivas de acordo com a evolução da pandemia, que podem incluir contingenciamento no atendimento e até mesmo fechamento de agências.

— Estamos fiscalizando, denunciando, mas temos que ter a consciência de que, apesar de estarmos cobrando providências das autoridades competentes, o governo federal age no sentido inverso. O presidente da República insiste em minimizar a gravidade do problema e o ministro da Fazenda segue com foco na agenda econômica, aproveitando o momento para tentar acelerar as reformas do projeto neoliberal. Neste momento são posturas lamentáveis, que podem custar vidas. Mas seguiremos acompanhando a rotina nas agências, orientando a categoria e cobrando responsabilidade das autoridades e dos bancos públicos e privados — afirma o presidente do Sindicato, Rafanele Alves Pereira.

O Sindicato vai manter a Sede Social funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, para atendimento emergencial à categoria, mas estão suspensos, inicialmente por 15 dias, os plantões físicos do departamento jurídico e o atendimento odontológico. Já a Sede Campestre ficará totalmente fechada, por um período inicial também de 15 dias.