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Rio de Janeiro celebra Dia da Consciência Negra denunciando racismo estrutural

“Falaram pra gente que lugar de preto era morrendo na favela, era limpando o chão. Lugar de preto é onde ele quiser!”

Publicado: 22 Novembro, 2021 - 10h10 | Última modificação: 22 Novembro, 2021 - 10h16

Escrito por: Rosângela Fernandes, CUT Rio

Divulgação
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O recado ecoou forte no Viaduto de Madureira, seguido de gritos em alto e bom som:

Fora Bolsonaro Racista!

Fora Bolsonaro Genocida!

A luta de Zumbi dos Palmares foi lembrada no ato na tarde do sábado, 20 de novembro, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Nas faixas e cartazes, a resistência ao racismo, a denúncia do assassinato de jovens negros, da discriminação no mercado de trabalho e de todo mal causado pelo desgoverno Bolsonaro. O presidente da Fundação Palmares foi lembrado como racista e classificado como “capitão do mato”.

O ato deu continuidade às celebrações do Dia da Consciência Negra no Rio de Janeiro iniciado na alvorada no monumento a Zumbi dos Palmares, na Av. Pres. Vargas, no Centro do Rio de Janeiro. No amanhecer, os atabaques do Afoxé Filhas de Gandhi deram o tom da luta pela igualdade racial.

“Temos que reafirmar que estamos na luta constante, contra esse racismo estrutural. Tivemos alguns avanços nos governos petistas em que o negro teve mais empoderamento, mais possibilidade educacional, teve mais acesso à educação. Infelizmente, isso incomodou a elite brasileira, que deu um golpe no país para poder remontar esse atraso. Esse racismo estrutural mantém o negro no subemprego, com trabalhos precarizados e com políticas públicas equivocadas”, afirma Aluízio Júnior, secretário de Combate ao Racismo da CUT-Rio.

A celebração à cultura negra no monumento contou também com a tradição da culinária afro-brasileira: acarajé com direito a camarões. Para lembrar que o povo negro não se contenta com sobras e luta contra a fome e por dignidade.

“Esse dia representa a força da oralidade do povo negro. Zumbi representa a força da nação brasileira. E que os povos negros vamos viver e vencer nesse país”, afirmou Andrea Matos, dirigente da CUT-Rio.