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Repúdio: livros históricos são banidos pelo presidente da Fundação Palmares

Repúdio: livros históricos são banidos pelo presidente da Fundação Palmares

Publicado: 17 Junho, 2021 - 10h47 | Última modificação: 17 Junho, 2021 - 12h26

Escrito por: CUT Rio

Divulgação
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A decisão do presidente da Fundação Palmares de banir 300 publicações do acervo da instituição, entre eles diversos clássicos, é mais um passo no apagamento da história realizado por esse desgoverno.

A CUT-Rio repudia esse ato inadmissível, apoia a averiguação aprovada na Câmara Federal e se coloca ao lado de instituições que combatem a discriminação que vem pautando a Fundação Palmares. Reproduzimos aqui a nota do Conselho Federal de Biblioteconomia, que apresenta alguns dos muitos motivos para considerar inaceitável mais esse absurdo.

 

O Conselho Federal de Biblioteconomia repudia a decisão da Fundação Palmares de eliminar parte de seu acervo bibliográfico, ignorando, para isso, os critérios técnicos e científicos da Biblioteconomia e dos princípios que regem a Administração Pública.

Embora valendo-se do intitulado “Retrato do Acervo: três décadas de dominação marxista na Fundação Cultural Palmares”, tal documento não se caracteriza como uma política de desenvolvimento de coleções, o que seria esperado de qualquer biblioteca, particularmente se vinculada a um ente federativo.

Afora a ausência da participação de bibliotecários e da comunidade servida em sua elaboração, o documento supracitado estabelece critérios pessoais, insólitos e descabidos, o que pode gerar lesividade ao patrimônio bibliográfico do País.

Ao pretender justificar a eliminação do acervo construído pelas gestões anteriores valendo-se de uma linguagem depreciativa e infundada, a Fundação Palmares expõe a ingerência ideológica numa atividade que deveria primar pela técnica.

Ademais, a medida em questão se torna ainda mais gravosa por se tratar de uma biblioteca financiada com dinheiro público, submetida, portanto, aos princípios da indisponibilidade do interesse público pelos administradores do Estado, bem como o da impessoalidade, que devem afastar de seu seio afinidades ou animosidades políticas ou ideológicas.

Este Conselho Federal permanecerá atento em sua missão de garantir bibliotecas acessíveis e plurais, combatendo, assim, toda forma de discriminação e ignorância.

Marcos Luiz Cavalcanti de Miranda – CRB-7/4166

Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia