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Pesquisa aponta percepção da classe trabalhadora sobre teletrabalho

Pesquisa aponta percepção da classe trabalhadora sobre teletrabalho

Publicado: 08 Julho, 2021 - 18h41

Escrito por: CUT Rio

Divulgação
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Como os trabalhadores e trabalhadoras têm percebido o teletrabalho em meio à pandemia? Quais são os pontos positivos e negativos mais relevantes para a classe trabalhadora? Nesta quinta-feira, 8/7, foi realizada a apresentação dos resultados da pesquisa “Percepções dos/as trabalhadores/as sobre teletrabalho – CUT/ABET/AMORJ”, que traz respostas valiosas para o movimento sindical.

A pesquisa foi realizada pelas pesquisadoras da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET) inicialmente em articulação com a CUT-SP e se estendeu para a base da CUT-RJ através de sua Secretaria de Formação em parceria com o Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro (AMORJ/UFRJ).

O estudo teve como foco investigar, entre outras questões, como o público entrevistado percebe o trabalho remoto. Se por um lado, ele é, muitas vezes, tido como uma modalidade de trabalho que traz maior qualidade de vida, na pesquisa, ele também foi apontado como responsável pelo aumento do isolamento social, por jornadas mais extensas – tanto em horas por dia, quanto em dias por semana – e pela intensificação das tarefas realizadas, por exemplo.

Outros fatores também investigados foram o arranjo trabalho/família e a adaptação da casa para o trabalho, com relação aos equipamentos e mobiliários necessários para a realização da função. No entanto, entre todos os fatores, a pesquisa evidencia a disparidade entre homens e mulheres no trabalho remoto durante a pandemia. Fica patente o quanto a Divisão Internacional do Trabalho ainda afeta especialmente as mulheres, que ficam ainda mais sobrecarregadas no contexto de teletrabalho promovido em decorrência da pandemia de COVID-19.

A reunião contou com a participação de representantes das direções da CUT-SP e da CUT-Rio, e pesquisadores da AMORJ e da ABET. A apresentação foi realizada por Bárbara Castro, professora do departamento de Sociologia da Unicamp, especialista em trabalho e gênero e 2ª Vice-presidente da ABET.

O resultado da pesquisa será disponibilizado no site da ABET (http://abet-trabalho.org.br/). A CUT-Rio tem a honra de fazer parte deste estudo, uma importante ferramenta para sindicatos e entidades de classe, principalmente para basear as negociações dos Acordos Coletivos de Trabalho.