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Moedeiros tem audiência pública na ALERJ

Capitaneada pelo Deputado Waldeck Carneiro e com a presença do Deputado Chico D’Angelo, audiência tratou do combate à privatização da estatal

Publicado: 06 Dezembro, 2019 - 14h40

Escrito por: CUT Rio

Divulgação
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Aconteceu na manhã desta sexta-feira (06) uma audiência pública na ALERJ contra o processo de privatização da Casa da Moeda. Foram discutidas questões referentes à empresa e o processo que está sendo imposto para que ela seja privatizada.

A Casa da Moeda é uma empresa com 325 anos de existência e produz além do nosso dinheiro, os passaportes, os selos de imposto de cigarros e bebidas e selos holográficos de controle.

“Uma promessa de campanha do Bolsonaro é que a Casa da Moeda não fosse privatizada. Então a gente não tem que jogar a toalha. Nós temos na Câmara iniciativas no sentido de barrar privatizações.” disse o Deputado Chico D’Angelo.

Privatizar a Casa da Moeda, é entregar em mãos estrangeiras uma parte da soberania nacional. Não ter o controle do próprio dinheiro pode ser um caminho perigoso que abre espaço para erros que em casos extremos causam a retirada de todo o papel moeda de circulação e até a substituição da moeda, um destes casos aconteceu na Libéria, um dos países que têm suas empresas de produção de dinheiro privatizadas.

O que acontece no Brasil é uma campanha ímpar para denegrir a imagem de empresas fortes e que dão lucro, com sabotagens a própria produção para mudar o opinião pública.

“São muitas frentes, a ofensiva reacionária é em todas as áreas. É sem precedente na história brasileira. Nunca o parque nacional foi tão ofendido por aqueles que deveriam cuidar da sua proteção e do seu fomento.” Deputado Waldeck Carneiro

 

CAMPANHA DE DIFAMAÇÃO


Com o tempo, se iniciou uma campanha de difamação na mídia, não só da Casa da Moeda, mas de todas as 17 estatais que hoje estão na lista para serem privatizadas.


“Das 19 maiores economias do mundo, todas elas tem sua Casas da Moeda 100% públicas.Todas elas têm a preocupação do seu meio circulante como forma de manter a soberania do seu país.” falou Aluizio Junior, Presidente do Sindicato dos Moedeiros

Recentemente foi noticiado que um trabalhador da Casa da Moeda custa em média 12 mil reais. Eles não fazem a conta que esse trabalhador tem 20, 30 anos de casa da moeda e tem uma média de salário de 5 ou 6 mil, mais benefícios. Levando em consideração que a Casa da Moeda lucrou quase 3 bilhões em 2013 e tem 3 mil funcionários, isso quer dizer que cada trabalhador gerou para a economia 1 milhão de reais naquele ano.


Se desfazer da Casa da Moeda é parte de um projeto ultra neoliberal que se instaurou no Brasil e visa o desmonte de todo aquele bem que gera soberania. O Rio de Janeiro é especialmente atacado, pois aqui se instalaram sedes das maiores empresas públicas brasileiras desde os tempos em que éramos capital.

“A Casa da Moeda é um dos poucos serviços que com a saída da capital do Rio de Janeiro, permaneceu aqui. Levaram as estruturas federais para Brasília e o que ficou querem destruir.” explicou o ex-Ministro Celso Pansera.

 

HISTÓRICO DO DESMONTE

A partir de 2013 a Casa da Moeda começou a sofrer uma série de ataques para que no governo Michel Temer ela fosse colocada como uma empresa passível de privatização. Em 2016 fizeram uma medida provisória para produção externa de cédulas de dois reais sob um falso pretexto de desabastecimento. Isso é mentira, a Casa da Moeda já tinha todo o dinheiro feito e pago. Era o começo do processo de quebra de monopólio da empresa.

Ainda em 2016, descontinuaram o selo de bebidas frias. Esse selo era a garantia que o governo soubesse quanto cada envasador de bebidas devia de impostos. No momento em que foi criado, o Brasil saltou de sétima para terceira maior economia produtora de bebidas frias sem produzir nem uma só lata a mais. Este serviço descontinuado tirou imediatamente milhões em arrecadação da Casa da Moeda ao mesmo tempo que deixou a cargo das empresas que se fiscalizassem, gerando assim sonegação.