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Louvável ato espontâneo no CPII, mas temos que aprender com o passado

Direções sindicais acertaram em marchar ao lado dos estudantes, deixando que eles tivessem o protagonismo. Temos que construir juntos, se os progressistas não dialogarem com os movimentos agora, alguém o fará.

Publicado: 06 Maio, 2019 - 10h59 | Última modificação: 06 Maio, 2019 - 11h19

Escrito por: Marcelo Rodrigues

Sinpro-Rio
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Viva a espontaneidade, mas...

No dia de hoje, centenas de alunos das mais diversas instituições de ensino se reuniram na frente do colégio Pedro II, na Tijuca - Rio de Janeiro, para manifestar-se contra o corte de verbas no ensino público.

Foi um ato espontâneo, mas bastante organizado. Se por um lado o ato foi convocado e organizado por estudantes, por outro foi acolhido e apoiado por sindicatos, centrais e partidos de esquerda.

Era um ato plural, onde se via a predominância dos cartazes feitos a mão e uma garotada realmente comprometida com o momento histórico que vivem, gritando palavras de ordem pela causa que defendem.

Apesar disso, as organizações tradicionais ali estavam. Haviam bandeiras e muitos dirigentes sindicais. Tudo misturado em meio aquela grande "balbúrdia" estudantil. Na mais perfeita harmonia, construindo a unidade na prática, na rua, na luta.

Acho que acertaram as entidades ao entender o protagonismo dos estudantes, acertaram os dirigentes que lá estavam, no chão, marchando lado a lado com a garotada.

Porém, e sempre tem um porém, é absolutamente necessário aprendermos com 2013. Hoje vimos um ato que a mídia tentou esconder. Uma ato organizado, "bombado" de forma espontânea e temos que saudar isso.

No começo dos atos de 2013 vimos a mesma coisa, e vimos atos que ficaram cada vez maiores até serem abraçados pela mídia e terem sua pauta desviada para o interesse do capital. Se tudo começou harmônico, unitário e progressista, acabou disperso, separado e fascista.

Todo apoio a toda e qualquer manifestação espontânea e popular, que estejamos todos juntos nas ruas desde já, cada um com sua bandeira, cada voz com sua pauta. Unidade não é obrigar o outro a concordar com você, unidade se faz respeitando as diferenças em nome de algo maior.

É tarefa das direções incentivar cada vez mais a voz das ruas, porém se não dialogarmos com essas vozes, outros o farão.

Por Marcelinho
Presidente da CUT Rio