• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

IFRJ de Belford Roxo está sob ataque. Resistir é preciso!

Através da atuação do Prefeito Wagner Carneiro e da câmara de vereadores de Belford Roxo, terreno onde fica o IFRJ pode ser desocupado pela instituição

Publicado: 15 Junho, 2020 - 15h03 | Última modificação: 15 Junho, 2020 - 16h21

Escrito por: CUT Rio

Divulgação
notice

Já são quase sete anos desde que um terreno em Belford Roxo foi doado para a construção de uma instituição pública de excelência que atendesse a população de toda a Baixada Fluminense. As leis municipais nº 1479, de agosto de 2013, e nº 1520, de setembro de 2014, oficializam planos que existem desde 2011 de instalar na cidade um campus do Instituto Federal do Rio de Janeiro, o IFRJ. Desde então, já foram oferecidos dois cursos técnicos e vinte e sete cursos de qualificação profissional no local, levando oportunidade de formação para jovens de baixa renda de um município absolutamente carente de centros de educação e qualidade.


Agora em 2020, foi movida uma ação de aprovação na Câmara dos Vereadores do Município de Belford Roxo e sanção pela Prefeitura Municipal de Belford Roxo da Lei para revogar a doação do terreno em 2013. A desculpa é que o local seria utilizado para a construção de uma unidade de saúde da mulher, com maternidade. No entanto, há rumores de que os interesses são comerciais: uma grande rede de supermercados estaria interessada no local para construir uma de suas unidades.


Não se pode escolher entre saúde e educação. Se a prefeitura de Belford Roxo está interessada em construir uma unidade de saúde, existem diversos terrenos disponíveis para este fim. Não é suprimindo a educação que se conseguirá ter êxito na implementação de políticas públicas.

A doação do terreno é explícita em designar o fim que deve ser implementado no terreno: a construção de um IFRJ. A atuação da instituição, inclusive, já existe. Seria desmontar um aparelho educacional que precisa ser expandido para atender outra demanda.


A Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro não vai se calar diante de tamanho absurdo. Defendemos a saúde e defendemos a educação com o mesmo peso. Nenhum governante fará a classe trabalhadora escolher entre um ou outro. Queremos os dois, mas em seus devidos lugares. O desmonte do IFRJ é um ataque ao ensino público de qualidade para a população periférica que já é tão carente destes aparelhos.


Faremos pressão para que o MPF atenda à nulidade da lei municipal que expulsa o IFRJ de seu terreno, além de lutar para que a unidade de saúde da mulher seja também erguida, mas em outro lugar que não atrapalhe o ensino dos nossos jovens.