• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Histórico: 60 maiores sindicatos e centrais sindicais se reúnem no RJ

Reunião é mais um avanço na agenda de lutas para organizar a Greve Geral dia 14 de junho

Publicado: 23 Maio, 2019 - 13h50 | Última modificação: 24 Maio, 2019 - 11h17

Escrito por: CUT Rio

Divulgação
notice

Incorporados por falas de unidade, representantes das centrais sindicais fizeram fala no último dia 22 de maio com a presença dos maiores sindicatos do Rio de Janeiro para selar compromissos na construção da Greve Geral, "A maior greve que tivemos foi em 2017, e não tínhamos nem metade dessa organização que vemos hoje acontecendo." disse Sérgio Nobre, secretário geral da CUT Nacional. " Nessa plenária tem os maiores 60 sindicatos do estado do Rio representados por seus presidentes ou secretários gerais, ou seja, aqui está quem tem condições de parar de fato o Rio de Janeiro." complementou Marcelinho, presidente da CUT Rio.

A Greve Geral tem como objetivo ser o primeiro grande esforço conjunto de diversas forças políticas contra uma agenda robusta de desmonte nacional. A trincheira escolhida para ser a temática é a mais urgente e temerária: A Reforma da Previdência. Para além disso, temos outros grandes desafios, como a tentativa do governo de desestabilizar organizações de trabalhadores, a ampla agenda de privatizações e a rendição do Estado brasileiro nos transformando em uma nação meramente importadora.

Se somam aos maiores sindicatos do Rio de Janeiro, diversos movimentos sociais que compõe as Frentes, com capacidade de mobilização na cidade e também no campo. Elson, representando o SinproRio e o Sepe RJ dá o tom do momento ao dizer que "Os estudantes não são e não podem ser tratados como acessórios. O que vimos dia 15 espantou a todos nós e os estudantes mostraram que estão prontos."

Setores importantes para a manutenção da sociedade deixaram clara a intenção de se juntar ao movimento grevista "Nós vamos parar do Amazonas até o porto do Rio Grande. Alguns portos como o de Santos já entram em greve na próxima semana e nós certamente iremos compor essa luta." afirmou Sergio Gianetto, presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro. "Os bancários já estão nas ruas todos os dias distribuindo cartilhas e dialogando com a população, acreditamos que essa batalha se vence com conscientização e as pautas que estão postas são as melhores possível para o povo entender o tamanho do problema." complementou Adriana Nalesso, presidenta dos Bancários Rio.

Algumas categorias tem limites legais ao que podem fazer para se somar ao movimento, mas mostram que existem meios de criar o ambiente que se espera de uma Greve Geral, "Nós da saúde não podemos parar o atendimento, seria uma covardia com a população, mas podemos parar os prédios administrativos que gerem tudo e certamente iremos paralisar tudo que pudermos sem prejudicar o povo." se comprometeu, Luíza Dantas representante do Sintsaude. Se somando neste front está Monica Armada, presidenta do Sindicato dos Enfermeiros "O Rio de Janeiro tem na saúde um momento único, temos talvez o pior conjunto de governantes do Brasil com Bolsonaro, Witzel e Crivella. Temos que ter neste estado as maiores mobilizações para servir de exemplo."

Setores energéticos compõe o momento lembrando da necessidade de união, não só no meio sindical como explicou Vitor Carvalho, representando a FUP e o Sindipetro NF, "Todos nós aqui fomos estudantes, e é importante que a gente esteja junto antes do dia 14, já no dia 30 com os movimentos estudantis, assim como estivemos no último ato.". Esse entendimento de que somente as forças unidas da sociedade podem vencer é unitário e somente por esse motivo que entidades com tamanhas discordâncias conseguem estar juntas neste esforço. Segundo Ligia Arneiro, presidente do Sitramico "Estamos no melhor momento, e é o melhor momento pois somente quando temos um revés como esse conseguimos unificar a luta. Nós que distribuimos combustíveis já estamos conversando com os colegas caminhoneiros e dos rodoviários para que eles parem também.".

A partir da reunião foi tirado um calendário de luta para ser cumprido por todos até o dia da Greve Geral:

- Sexta 24/05 café da manhã com parlamentares

- 27-31 semana do abaixo assinado, banquinhas diárias

- 30/05 Ato da UNE em defesa da educação e da previdência, às 16h na Candelária

- A partir de 31/05 panfletagem diária

- Semana 3-7 de junho- reunião jurídico
Entre 3 -7 comunicação (cobertura colaborativa e unitária)

- Plenária dia 11/06 - plenária de agita