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Diretor da CDRJ retira técnicos de segurança em meio à pandemia

Atuação do diretor de relações com o mercado e planejamento cria ambiente inseguro para trabalhadores e comunidades ao redor dos portos

Publicado: 14 Maio, 2020 - 21h04

Escrito por: CUT Rio

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Nesta quinta-feira (14), os trabalhadores da Companhia Docas do Rio de Janeiro foram surpreendidos por uma decisão descabida. O diretor Jean Paulo Castro e Silva, que atualmente ocupa a cadeira da Diretoria de Relações com o Mercado e Planejamento (DIRMEP), suspendeu o trabalho diuturno dos técnicos de segurança do trabalho, responsáveis por fiscalizar, orientar, distribuir EPIs e agir em situações de emergência.

Esta decisão afeta diretamente os trabalhadores portuários, que já atuam em atividade insalubre e estão expostos na linha de frente na pandemia de Covid-19. Juntamente aos aeroviários e aeronautas, os portuários são o primeiro contato do Brasil com o exterior. Pelos portos, chegam todo tipo de carga e pessoas de todos os países. Dentre as categorias que primeiro tiveram exposição ao novo vírus, está a categoria portuária.

Com esta medida, não só os portos estão descobertos, mas toda a comunidade em torno deles. É importante lembrar que navios transportam desde minérios até materiais radioativos. Diminuir, de alguma forma, a segurança do trabalho é interferir malignamente na rotina de bom funcionamento do transporte aquaviário.

Caso aconteça um acidente ou uma contaminação em massa por Covid-19 nos portos, a culpa terá nome e sobrenome. Sobre os ombros do diretor Jean Paulo Castro e Silva está o bem-estar de centenas de trabalhadores e moradores de zonas portuárias.

O Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro está acompanhando a situação de perto junto à CUT Rio. Não é possível que se diminuam os padrões de segurança em um momento tão delicado para a saúde pública. Não aceitaremos que nossos trabalhadores corram riscos desnecessários.