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Depois de dia de Greve Geral, ato reúne 100 mil pessoas na Candelária

Muito mais do que um ato unificado, o dia 14 de junho teve paralisações desde as 0h do dia

Publicado: 15 Junho, 2019 - 10h14

Escrito por: CUT Rio

Divulgação
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Muitos nem dormiram na madrugada do dia 13 para 14 de junho. As preparações se espalharam pelo país e no Rio de Janeiro se concentraram nos polos de produção. Os turnos de rendição das refinarias foram atrasados e os grevistas que entraram pararam a produção de 10 refinarias da Petrobrás e 12 sedes pelo Brasil.

No Rio de Janeiro, empresas como Furnas, Eletrobrás e Petrobrás tiveram paralisações totais ou parciais. A EBC também parou e teve importantes segmentos da empresa com 100% de adesão. Bancários de Angra, Macaé, Campos e da Capital deixaram agências fechadas. Em especial no centro do Rio de Janeiro, ficou difícil achar uma agência aberta.

Essas pessoas não ficaram em casa, muito pelo contrário. Dezenas de grevistas se juntaram aos atos que começaram pela manhã no INTO (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia) que culminou com o fechamento da Av. Brasil. Em Campos, movimentos sociais fecharam por algumas horas a BR101 e na altura da UFRJ, alunos e professores fecharam também por horas a Linha Vermelha. Os portuários também fizeram seu ato no portão 18 do Porto Maravilha. No sul do Estado, trabalhadores metalúrgicos e da construção civil mobilizaram multidões nos portões da CSN.

Pela tarde as cidades foram tomadas por panfletagens e aulas públicas, muitas lideradas pelo SEPE RJ e Sinpro-Rio, alertando a população sobre o que está em jogo com essa Reforma da Previdência.

O dia foi avaliado como de imenso sucesso, conseguindo aglutinar diversas forças sociais em muitos pontos do Estado, fazendo da Greve Geral mais um ponto de reflexão e mobilização importantes para a guerra travada contra as medidas do governo. A exemplificação dessa unidade se deu ao final da tarde, onde todos se dirigiram a um ponto unitário tirado em suas regiões.

No Rio de Janeiro este local foi definido como a Candelária, onde cerca de 100 mil pessoas se uniram e marcharam em direção a Central do Brasil.