• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

CUT-Rio encerra 12ª Plenária Estadual com estratégias para fortalecer a luta

Em dois dias de evento, Central realiza debates sobre conjuntura econômica, política e social e define plano de lutas da entidade

Publicado: 22 Agosto, 2021 - 18h01 | Última modificação: 22 Agosto, 2021 - 19h38

Escrito por: CUT Rio

Divulgação
notice

Neste domingo, 22/8, a CUT-Rio encerrou a sua 12ª Plenária Estadual Lígia Deslandes, que ficou marcada pela participação dos 181 delegados e delegadas, da mensagem e apoio do ex-presidente Lula e da presença de convidados que são referência no movimento sindical como o vice-presidente da CUT Brasil, Vagner Freitas. O evento foi realizado de forma virtual pela plataforma Zoom, por onde aconteceram os debates e discussões sobre o sindicalismo cutista e os desafios dos trabalhadores e trabalhadoras no Brasil nos próximos tempos.

O cenário é de ameaças constantes às instituições brasileiras, à democracia, de retirada dos direitos sociais e trabalhistas, de desmonte do serviço público com a PEC 32, de enfraquecimento do Estado com as privatizações de empresas públicas e muitos outros ataques que vêm sendo realizados pelo governo Bolsonaro. Na apresentação do plano de lutas, o presidente da CUT-Rio, Sandro Cezar, salientou que a Central é um agente político crucial para mobilizar a população em torno dessas pautas.

“Precisamos de muita mobilização e fortes movimentos para combater o esfacelamento da democracia e do Estado brasileiro. É necessário aprofundar a participação da CUT nos fóruns, nas frentes Fora Bolsonaro, FOSPERJ, Frente Brasil Popular, entre tantas outras, como também nos órgãos de controle social, como o Conselho Estadual de Saúde, de Educação e outros. Precisamos ampliar os elos com a população e lutar para assegurar a continuidade do processo democrático do Brasil.”

A plenária se posicionou de maneira contundente na luta pelo emprego digno, contra a informalidade e a precarização do trabalho. O desemprego atinge hoje quase 14,8 milhões de brasileiras e brasileiros. Aprofundada desde a reforma Trabalhista de Michel Temer e agravada com Bolsonaro, a informalidade só cresce no Brasil, deixando legiões de trabalhadoras e trabalhadores vulneráveis e sem acesso a direitos. A Medida Provisória 1045/21 é mais uma reforma Trabalhista que coloca em xeque o que restou dos direitos duramente conquistados pelo povo brasileiro.

A luta pela vida foi uma pauta que atravessou reivindicações de diversas categorias profissionais. Foi abordada a necessidade de fortalecer a luta pelo plano de carreira dos trabalhadores da saúde, a greve dos profissionais da educação, o piso salarial da enfermagem há trinta anos ainda não aprovado, a luta das mulheres, das trabalhadoras domésticas e o desafio de organização sindical dos trabalhadores e trabalhadoras que estão na informalidade.

Também foram apontadas a problemática da mobilidade urbana no Rio de Janeiro que impõe à população trabalhadora aglomerações e condições de alto risco de contágio pelo coronavírus, a urgência do combate solidário à fome e à crise econômica e social, e a defesa das vítimas de covid-19 na realidade pós-contágio.

“Nós estamos olhando para o futuro. O mais importante que nós fizemos nesses dois dias aqui foi discutir os caminhos que a classe trabalhadora precisa tomar daqui para frente e como a CUT vai contribuir para isso. Essa Central, que sempre foi tão importante, tem um papel imenso a cumprir com a história do Brasil e com a história da classe trabalhadora brasileira”, avaliou Sandro Cesar.

Ele destacou ainda a participação ativa e o engajamento de delegadas e delegados durante todo o evento. “A plenária esteve cheia o tempo todo e isso demonstra a preocupação que os companheiros e companheiras estão tendo com o momento político que vivemos. A gente sabe que pode contar com cada sindicato, cada ramo de atividade, cada setor das categorias para essa tarefa que é tocar a CUT aqui no Rio de Janeiro, um estado que tem uma força fundamental. Agradeço a cada um e cada uma que esteve conosco aqui. Vamos à luta!”

A plenária foi fruto de uma construção coletiva dos sindicatos, da direção da CUT-Rio. Para Carlos de Souza, coordenador-geral da comissão de organização do evento, a plenária representa a gana de luta dos trabalhadores e trabalhadoras do Rio de Janeiro, em seus sindicatos, suas entidades, seus territórios. “Foi muito bonito ver mais de 160 pessoas representando milhares de trabalhadores debatendo a resistência e a luta que está apresentada pela frente”.

Delegados – A plenária deliberou, com 98% dos votos a favor, 1% contrário e 1% de abstenção, por autorizar a Direção Executiva da Central a encaminhar a definição da nominata de 17 delegadas e delegados à 16ª Plenária Nacional da CUT, de acordo com os critérios das forças políticas que a compõem.

Moções – A plenária também deliberou pela aprovação de moções de apoio às ocupações Novo Horizonte e Cícero Guedes, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, moções de repúdio contra o banco Santander por práticas antissindicais, por atacar a democracia defendendo um golpe de Estado e por demitir em massa em meio à pandemia. Também foram aprovadas moções contra as privatizações dos Correios, das empresas públicas e em defesa do serviço público do país.