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CDRJ coloca os funcionários e população em risco

Medidas adotadas pelo vice-almirante Laranjeira não são suficientes para garantir a saúde dos empregados de Docas

Publicado: 17 Março, 2020 - 20h32

Escrito por: CUT Rio

Divulgação
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Como trabalhadores que têm contato com estrangeiros, os funcionários da Companhia Docas do Rio de Janeiro estão no que é considerado nível mediano de risco. Para tal há uma série de indicações feitas pelo Ministério da Saúde e demais órgãos competentes.

A escolha da CDRJ foi de ter uma atuação branda, não condizente com a gravidade da emergência pública de saúde que o país se encontra. Pela voz do Diretor-Presidente, o vice-almirante Francisco Antonio Laranjeira, foi enviada uma circular que somente faz escalas de revezamento, sem distinguir os casos de pessoas que se encontram em grupos de risco.

Sendo assim, gestantes, pessoas com mais de 60 anos, pessoas com sintomas semelhantes à gripe, resfriado ou doença respiratória, pessoas imunodeficientes, pessoas com doenças preexistentes crônicas e pessoas que têm crianças pequenas sem ter com quem cuidar pelo fechamento das escolas, estarão todas escaladas para trabalhar em algum momento.

Chama ainda mais atenção o fato de não ser mencionada medida alguma de contenção para pessoas que chegaram de viagem internacional nos últimos 15 dias e podem contaminar a empresa inteira.

É mais do que sensato que se adote imediatamente um sistema de trabalho remoto para todos os cargos que forem possíveis até que a crise esteja controlada. A saúde dos trabalhadores corre risco iminente, enquanto os responsáveis fazem pouco caso das medidas de segurança apontadas pelas autoridades.

Mais do que os funcionários, os portos são a porta de entrada de várias cidades. No momento que a autoridade portuária fecha os olhos para uma crise, ela deixa escancarada a porta das cidades que são nossa casa. Pelos portos de cidades como o Rio de Janeiro, Itaguaí, Angra dos Reis e Niterói podem entrar ainda mais vírus, complicando o cenário que já é alarmante.

O sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro foi até a sala do diretor-presidente Laranjeira tentando o diálogo, procurando um meio de resolver a situação já temerosa para os trabalhadores e toda a população. A tentativa foi frustrada, o vice-almirante deu ordens para não deixar ninguém entrar. “Nós sempre primamos pelo diálogo, essa é a primeira arma do trabalhador. A situação é gravíssima e requer ação imediata. Infelizmente se a direção da Companhia não quer diálogo, vamos ter que tomar medidas mais enérgicas.” disse Sérgio Giannetto, presidente do sindicato.

Estará nas mãos desta presidência os resultados potencialmente catastróficos da inação em momentos como este. Infelizmente quando chegar a hora de cobrarmos, pode ser tarde demais.

Os trabalhadores da CDRJ sofrem perigo hoje. As cidades que têm portos estão em perigo hoje.