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Bolsonaro, um presidente genocida

Caminho escolhido por Bolsonaro contraria medidas tomadas em todo o mundo e pode causar a morte de milhões de brasileiros

Publicado: 25 Março, 2020 - 12h35

Escrito por: CUT Rio

Divulgação
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No pronunciamento feito em rede de rádio e televisão na noite desta terça-feira (24), o Presidente Jair Bolsonaro deixou claro quais são suas prioridades. Como se já não estivesse claro pela desastrosa MP 927, editada na calada da noite de domingo (22), os interesses do mandatário ficam cada vez mais explícitos.

Ele não liga para o povo. Sua lealdade está com setores do empresariado que ajudaram a elegê-lo. A mensagem é clara, fará tudo que for possível para colocar interesses econômicos acima do bem estar da população.

Contrariando medidas adotadas em todo o mundo, Bolsonaro zomba da maior doença que já assolou a humanidade em um século. Chama de “gripezinha” e “resfriadinho”. Coloca a culpa da inevitável recessão da economia em governadores e prefeitos que correm para tentar barrar como podem o vírus.

Seu ego é tão grande, que acha que desta maneira não irá respingar nele a crise que todos nós já sabemos que se avizinha. É inevitável neste momento pensar que teremos tempos muito difíceis após o Covid-19 ir embora, mas primeiro temos que salvar vidas, depois pensar nos empregos e por último na economia. Não pode ser papel de um Presidente inverter a ordem de importância que temos agora.

Bolsonaro tripudia da paciência do brasileiro em aguentar insanidades, e a reação ao seu discurso foi rápida. Milhares foram às redes protestar contra o caminho inverso que o chefe do executivo brasileiro coloca em relação ao restante do mundo.

Em todos os lugares se pensa primeiro na saúde do povo. Medidas econômicas para salvaguardar os mais vulneráveis já estão em andamento. Não no Brasil. Nos encontramos à deriva com uma acefalia de liderança que segue sendo disputada por políticos locais.

Este governo é um risco grave à existência da classe trabalhadora. Insinuar que escolas devem reabrir, que comércios devem voltar a funcionar e achar que os idosos vivem em ilhas isoladas de seus familiares é um completo descolamento e desconhecimento da realidade do país.

Não há mais espaço para esta presidência. Precisamos ser rápidos e cirúrgicos. A cada dia que Bolsonaro permanece no poder, é uma sentença de morte de um trabalhador.