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Benedita da Silva assume Comissão de Cultura e reforça Resistência

Deputada do PT assumiu a presidência da comissão na Câmara dos Deputados e no seu discurso lembro da luta contra o racismo, machismo e a intolerância

Publicado: 15 Março, 2019 - 15h37

Escrito por: Partido dos Trabalhadores

Lula Marques
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A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) assumiu nesta quinta-feira (14) a presidência da Comissão de Cultura (CCult) da Câmara em uma reunião marcada pela emoção, homenagens e a clareza de que o colegiado tem a missão de fazer o contraponto à cultura do ódio, das armas, doracismo, do machismo, da intolerância e daviolência política que se alastra pelo País. Visivelmente emocionada, Benedita que já foi senadora, governadora, ministra e deputada constituinte, falou da sua alegria e responsabilidade de, pela primeira vez, assumir a presidência de uma comissão permanente da Câmara.

“Sou uma veterana …. Nunca fugi do meu dever, enquanto mulher trabalhadora, mulher negra, e neste momento não posso assumir essa presidência, nesse dia histórico, sem fazer duas homenagens: a Marielle Franco e a Carolina Maria de Jesus, que deixaram um grande legado para o nosso País, que provaram que é possível avançar quando se acredita, quando se compromete. E não falar delas hoje, era não reconhecer o passado e muito menos honrar o presente”, afirmou.

Nesta quinta-feira completa um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco e foi também em 14 de março de 1914 que nasceu a catadora que se tornou escritora Carolina de Jesus.

A nova presidenta da CCult anunciou que a sua primeira tarefa a frente do colegiado será reorganizar a comissão para dar acesso ao povo brasileiro nesse momento cruel para a cultura brasileira, em que “com o viés ideológico estão deformando o conceito de cultura”. Benedita explicou que o trabalho da comissão será coletivo, com muito diálogo e respeitando as diferenças partidárias e de pensamentos.

A deputada destacou ainda o papel fundamental do colegiado na atual conjuntura, com o fim do Ministério da Cultura. “Será nosso dever também buscar recurso no orçamento público ou junto ao empresariado para garantir o apoio à produção cultural do País”, enfatizou.

O Presidente da CUT Rio, Marcelo Rodrigues, ressaltou a importância da cultura popular para a transformação da sociedade, o direito a cultura e lazer para os trabalhadores que certamente terão voz com essa presidência da comissão "Precisamos ter gente comprometida com a cultura ocupando esses espaços em tempos onde o ódio e a barbárie são confundidos com costumes brasileiros. O Brasil é a rua, nas suas cores, sons e manifestações. Somente apoiando essas expressões genuinamente populares o país tem chances de sobreviver a este período da história."

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