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Bancários tem dia de luta em meio ao desmonte do Banco do Brasil

Em todo o país, e no Rio de Janeiro não foi diferente, bancários mostram sua força e se colocam frontalmente contra ao desmonte do maior banco público do país.

Publicado: 21 Janeiro, 2021 - 14h21

Escrito por: CUT Rio

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Carlos de Souza - Secretário de Organização da CUT Rio e dirigente dos Bancários Rio

A resposta dos bancários do Banco do Brasil vem em forma de Dia Nacional de Lutas. Foi decidido pela Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB) que este dia 21 de janeiro seria a melhor data para dar uma resposta aos planos neoliberais do governo. Estão sendo feitas paralisações, panfletagens e twitaços durante o dia para pressionar a reversão destas medidas antipopulares. As hashtags usadas são #MeuBBvalemais, #BBLutoeLuta e #BBSemCaixasNão.

Como tem sido noticiado vastamente, o Banco do Brasil está impondo o desmonte mascarado de reestruturação aos seus funcionários. Ao todo serão fechadas 112 agências, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento. O total de funcionários demitidos chegará a 5 mil.

Dentre os poupados da demissão, haverá corte de gratificações. Este é o caso dos caixas, muitos que exercem a função há mais de uma década e estarão sem parte significativa dos seus rendimentos. Estão também trazendo de volta a dramática aplicação do PDV (Programa de Demissão Voluntária) que nos anos 90 levou ao suicídio de diversos funcionários.

“Paulo Guedes faz mais uma ofensiva contra o Banco do Brasil de formas cruel e mesquinha, tenta esvaziar o banco prejudicando o serviço prestado a população com a redução de agências e diminuição do quadro, e age de forma injusta com os funcionários, tentando demitir mais de 5 mil pessoas e retirando parte da comissão de mais de 10 mil funcionários em todo país, em particular os caixas que tiveram suas gratificações retiradas . Precisamos lutar com muita unidade para resistir a privatização e defender os direitos dos funcionários do BB”, explicou Carlos de Souza, bancário do Banco do Brasil, dirigente do sindicato dos Bancários Rio e Secretário de Organização da CUT Rio.

O objetivo é claro, quando se coloca no mapa e se observa onde as unidades estão sendo fechadas, temos cidades pequenas e lugares distantes. A partir de agora, para ter um bom atendimento, as pessoas precisarão viajar até 5h para chegar em uma unidade do Banco do Brasil. A cobertura nacional, que é um dos diferenciais do banco público, está sendo destruída no plano de reestruturação. É relatado pelos funcionários, que muitas dessas unidades dão lucro e todos batem suas metas. Se trata, portanto, de um movimento de enfraquecimento para facilitar a privatização.

“É um absurdo o que está acontecendo no Banco do Brasil, o mais prejudicado é o povo. Estão tentando destruir nosso patrimônio. O banco dá lucro e não tem cabimento demitir em massa e deixar a população sem atendimento”, disse Sandro Cézar, presidente da CUT Rio.