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Audiência pública na ALERJ sobre Eletrobrás alerta para perigos da privatização

Ocorrida na manhã desta sexta-feira (13), o evento contou com a presença de parlamentares nacionais e regionais além de trabalhadores de diversas estatais que correm risco de privatização

Publicado: 13 Setembro, 2019 - 17h49 | Última modificação: 13 Setembro, 2019 - 17h54

Escrito por: CUT Rio

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Trabalhadoras e trabalhadores estiveram nesta sexta-feira (13) na ALERJ lotando as galerias abertas ao público em uma sessão presidida pelo deputado estadual Waldeck Carneiro (PT). Na primeira fileira estavam parlamentares de diversas siglas como Jandira Feghali (PCdoB), Alessandro Molon (PSB), Glauber Braga (PSOL), Benedita da Silva (PT), além do Vereador Reimont (PT) e do agora encarregado dos esforços de luta pela soberania, Lindbergh Farias. O destaque ficou para a grande quantidade de funcionários de empresas como Correios, Petrobrás, Cedae e demais empresas estatais ameaçadas de privatização, demonstrando uma unidade na luta somente vistas em momentos extremos como o que vivemos.

Com blocos de falas que alternavam entre técnicos, conselheiros e a sociedade civil organizada, a audiência se deu para debater a privatização eminente do sistema Eletrobrás, responsável não só pela geração da energia elétrica, mas por sua distribuição, o uso de bacias hidrográficas e infraestrutura, sendo uma empresa que só nos últimos 10 anos retornou 10 bilhões de reais ao cofres públicos em forma de investimento em saúde, educação e desenvolvimento.

A privatização da Eletrobrás foi considerado por todos como um equívoco, podendo ter impacto imediato primeiramente na tarifa da energia elétrica, com um aumento ao consumidor final a partir de 16%. A proposta do governo prevê a liberalização da tarifa de diversas usinas, que hoje operam com até 18% de redução por medidas adotadas ainda no governo Dilma. A Eletrobrás hoje oferta no mercado o megawatt/hora por 40 reais, o preço pode subir no mercado aberto para até 200 reais dependendo da pressão feita por futuros acionistas.

Além disso, a Eletrobrás serve como força motriz de investimentos como a criação de Belo Monte e Jirau, agindo assim como frente de políticas anticíclicas em momentos de crise como o que nos encontramos. Sem essa empresa em mãos públicas não teremos mais este meio de agir via mercado para aquecer a economia. A venda da Eletrobrás trás resultados a curto prazo, com capitalização rápida e finita de recursos, mas mostra um total descompromisso com políticas a longo prazo e estratégicas. Países como Estados Unidos, por exemplo, não abrem mão de manter no Estado empresas tão importantes para manter questões soberanas sob controle.

Temos também o perigo de fechar ou transferir empresas subsidiárias como CEPEL e Furnas com um impacto gigantesco na economia local do Estado do Rio de Janeiro. O fechamento ou transferência dessas empresas do sistema Eletrobrás significará demissões em massa na já abalada realidade trabalhista fluminense.

Também foi convocado amplamente o ato que acontecerá no Rio de Janeiro em 3 de outubro contra as privatizações e por soberania. Este ato é considerado o inicio de uma campanha nacional por soberania que garanta empresas públicas e do povo, royalties para a saúde e educação e o fim dos cortes da educação.