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Ato “Luto Pelo Brasil” reúne parlamentares e 20 mil pessoas no Centro do Rio

A caminhada aconteceu entre os prédios da Eletrobrás e da Petrobrás, ambas empresas ameaçadas de privatização

Publicado: 04 Outubro, 2019 - 11h55 | Última modificação: 04 Outubro, 2019 - 13h58

Escrito por: CUT Rio

Divulgação
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Aconteceu na noite desta quinta-feira (03), no Centro do Rio de Janeiro, o ato “Luto Pelo Brasil” que tinha entre os motes a luta contra as privatizações, contra a destruição da Amazônia, pelo direito ao emprego, pela saúde e contra os cortes da educação. A pauta ampla foi o caminho escolhido para juntar o maior número de entidades possíveis em torno da soberania nacional. A data foi escolhida por ser o aniversário de 66 anos da Petrobrás, uma das empresas que sofrem risco de privatização no governo Bolsonaro.

Com cerca de 20 mil pessoas, a manifestação aconteceu em dois momentos: O primeiro foi focado nas entidades locais e de estatais, saindo com um carro de som do prédio da Eletrobrás. O segundo momento se deu com um carro de som maior atravessado em frente ao EDISE, prédio da Petrobrás, onde falaram parlamentares, ex-parlamentares, artistas e figuras importantes da história da empresa como o geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras entre os anos de 2003 e 2012, considerado o “Pai do Pré-Sal”.

Falaram também Jandira Feghali (PCdoB), Carlos Zarattini (PT), Gleisi Hoffmann (PT), Marcelo Freixo (PSOL), Glauber Braga (PSOL), David Miranda (PSOL), Roberto Requião (MDB) e Iago Montalvão (UNE), todas as falas gravitando em torno da importância da soberania e da utilização das riquezas nacionais para o desenvolvimento. Também estavam presentes Linbergh Farias (PT), Benedita da Silva (PT) e Nathalia Bonavides (PT), que compõe o Comitê Nacional por Soberania. Como a educação foi um dos pilares da convocatória, participou do evento o presidente da CNTE, Heleno Araujo.

“Hoje estamos aqui na frente do prédio que representa a maior riqueza que o país tem, que é o petróleo” afirmou Gleisi, concluindo que devemos lembrar de dois homens na história do Brasil, Getúlio Vargas que ousou criar a Petrobrás e Lula que investiu para que se descobrisse o Pré-sal. Não longe disso, citou o exemplo do Rio de Janeiro em como utilizar a Petrobrás como indutora da indústria nacional, já que o estado sobreviveu muito tempo com uma grande fonte de renda vinda da exploração do petróleo.

Houve ao fim uma intervenção artística promovida por movimentos de juventude onde se acenderam velas lembrando a morte dos jovens negros que se acumulam com a política genocida de Wilson Witzel atrelada a diretriz nacional de Bolsonaro, que além de destruir a soberania nacional, também mira na integridade física da população, em especial a mais pobre e vulnerável.