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Ajuste não é motivo para negar reivindicações de servidores

CUT-RJ apoia luta dos trabalhadores do Judiciário Federal por reposição de perdas salariais acima de 50%

Publicado: 06 Julho, 2015 - 17h22

Escrito por: CUT-RJ, com informações do Sisejufe

Sisejufe
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Cerca de seis mil servidores ocuparam as ruas do Centro do Rio no dia 29/6
Os servidores do Judiciário Federal enfrentam uma dura greve desde o dia 10 de junho por reposição das perdas salariais acumuladas em nove anos sem qualquer reajuste. As perdas por conta da inflação e da falta de reajuste chegam a mais de 50%, o que significa que nesse período os servidores perderam a metade do seu poder de compra. A recomposição será possível com a aprovação do PLC 28/2015, que aguarda sanção da presidenta Dilma. Os servidores, no entanto, estão apreensivos com a possibilidade de veto e prometem manter a greve até que o projeto seja aprovado.
 
Em nota divulgada na última quinta-feira (2), o Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe) esclareceu algumas das informações falsas sobre a reivindicação dos trabalhadores em greve, entre elas a dificuldade de incluir o reajuste no orçamento e nos compromissos fiscais do governo. De acordo com o Sisejufe, "o peso da recomposição salarial dos servidores do Judiciário Federal está dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e parcelado em três anos (2015, 2016 e 2017), não comprometendo em nada o ajuste fiscal do governo, tendo em vista que está nos limites do próprio orçamento do Poder Judiciário". Outra mentira é a de que os servidores receberão aumento de 78%. Na verdade, o reajuste médio previsto no PLC 28/2015 é de cerca de 56% e apenas os Auxiliares Judiciários, carreira que está em extinção e para a qual não há mais concurso, receberão reajuste maior que a média dos demais para corrigir uma injustiça antiga, pois realizam o mesmo trabalho dos técnicos ganhando muito menos.
 
A Central Única dos Trabalhadores no Estado do Rio de Janeiro (CUT-RJ) apoia incondicionalmente a luta dos servidores do Poder Judiciário Federal e conclama todos os sindicatos cutistas do estado a também manifestarem publicamente seu apoio à greve. "O ajuste fiscal não pode servir de motivo pra negar as justas reivindicações dos servidores da Justiça Federal, pois só com o aumento da taxa de juros o que será gasto é muitas vezes maior do que o reajuste reivindicado. Os trabalhadores não pagarão a conta da política econômica equivocada do governo. A CUT-RJ defende a sanção imediata do PLC 28/2015 pela presidenta Dilma. Todo apoio à greve do Judiciário Federal", defende o secretário de Relações de Trabalho da CUT-RJ, Marcello Azevedo.
 
Semana tem “arrastões” e assembleia-geral
 
“Arrastões” vão tomar conta dos andares do prédio do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) da Antônio Carlos nesta semana. Na segunda-feira (06/07), os servidores do tribunal percorrerão os andares em que ficam os gabinetes para convocar os funcionários lotados nestes locais para fortalecer a greve. A paralisação agora é pela sanção do PLC 28/2015. A atividade também chamará o pessoal para participar da assembleia-geral da categoria na terça-feira (07/07), às 16h, na Cinelândia. Na quarta-feira (08/07), a intenção é fazer um grande “arrastão” na Antônio Carlos com o apoio dos servidores da Augusto Severo e da Lavradio. De acordo com o número de participantes ficou acertado que os manifestantes darão um “abraço” no prédio da sede administrativa no Centro.