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Abertura da 12ª Plenária da CUT-Rio destaca importância da Central para a democracia

Veja como foi a primeira parte do evento que debate o sindicalismo e os direitos dos trabalhadores no Rio de Janeiro

Publicado: 21 Agosto, 2021 - 15h01 | Última modificação: 21 Agosto, 2021 - 15h12

Escrito por: CUT Rio

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 “Temos o desafio de construir uma nova história e isso precisa ser feito com muita luta política, inclusive nas ruas, para interromper o processo de autoritarismo e destruição do país. E a CUT tem papel fundamental nesse processo”.

Com essa fala o presidente da CUT-Rio, Sandro Cezar, abriu a 12ª Plenária Estadual da CUT-Rio Lígia Deslandes na manhã deste sábado.

Na mesma linha, o presidente Lula deu sua mensagem: “Precisamos pensar que Brasil a gente deseja. O povo brasileiro não quer voltar a ser escravo, quer ter direito à previdência, a um bom sistema de saúde, à dignidade. A CUT é uma peça extraordinária na transformação social que o povo brasileiro precisa.  Estou pronto para ouvir as deliberações de vocês”, afirmou.

O presidente da CUT Brasil, Sérgio Nobre, ressaltou também a necessidade de “reestruturar sindicatos e preparar a Central para enfrentar o mundo pós-pandemia. O avanço da Covid-19 acelerou o processo de teletrabalho e fez, por exemplo, com que muitas categorias passem a ser contratadas por aplicativos, o que leva a outras reflexões sobre a atuação sindical”, ponderou, lembrando a importância da CUT nesse cenário considerando que somos a quinta maior central sindical do Planeta.

A mesa de abertura, coordenada por Carlos Souza, secretário da organização sindical, também contou com a participação dos presidentes da CTB e da Conlutas, da deputada federal Benedita da Silva, da secretária de Mobilização e Movimentos Sociais da CUT-Brasil, Janeslei Aparecida Albuquerque; da presidenta da Contraf, Juvândia Moreira, e de representantes do PT e do PCdoB.

A plenária, através de um vídeo, prestou emocionante homenagem à secretária-geral da CUT-Rio, Lígia Deslandes, e diversos companheiros sindicalistas que faleceram vítimas da Covid-19 e do descaso do governo Bolsonaro.

Keila Machado, tesoureira da CUT-Rio, lamentou a morte de Lígia e de tantos brasileiros e brasileiras. “A perda de nossa companheira Lígia nos causou uma dor imensa. E a incompetência e crueldade desse governo faz com que a gente siga sem avanços no combate à pandemia. Agora mesmo, nossa companheira Virgínia Berriel, que certamente estaria com a gente aqui, está enfrentando a Covid-19 internada no CTI. Estamos daqui torcendo pela recuperação dela. É inaceitável o que estamos vivendo com quase 600 mil vidas perdidas”, afirmou.

Os delegados, após apresentação da proposta pela secretária de mulheres, Marlene Miranda, e por Vitor Carvalho, da direção nacional da CUT, elegeram a diretora do Sintramico, Jane Sant’ana, para substituir Lígia na secretaria-geral.

Ainda no período da manhã, foi apresentado o projeto de Brigadas Digitais da CUT-Brasil. O diretor de comunicação da CUT-Rio, Sérgio Giannetto, ressaltou que “a comunicação tem centralidade na disputa política, na defesa de direitos e da democracia”. O diretor nacional de comunicação da Central, Roni Barbosa, deu detalhes do projeto e de sua importância. “Além das atuações de rua, é fundamental fazer a disputa no mundo virtual. E essa é uma tarefa que cabe a cada um de nós. Temos um potencial imenso, se atuarmos de forma estruturada, podemos fazer frente ao bolsonarismo”, ressaltou.

Beth Guastini, secretária de formação da CUT-Rio, reforçou que “a luta, mais do que nunca deve ser nas redes e precisamos nos organizar para enfrentá-la”.

O encontro segue até o início da tarde deste domingo com análise de conjuntura, estruturação do Plano de Lutas e eleição de delegados para a Plenária Nacional da CUT.