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#8M é o inicio das Jornadas de Luta

No último dia 8, mais de 40 mil pessoas estiveram no ato das mulheres, no Rio de Janeiro. Com concentração na Candelária, a caminhada seguiu em direção à Cinelândia...

Publicado: 10 Março, 2019 - 12h25

Escrito por: CUT Rio

Nathália Gregory
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No último dia 8, mais de 40 mil pessoas estiveram no ato das mulheres, no Rio de Janeiro. Com concentração na Candelária, a caminhada seguiu em direção à Cinelândia, onde houve apresentações de diversos grupos artísticos, além de falas importantes de movimentos de mulheres, movimentos sociais, artistas, centrais e partidos. 

Durante o percurso, embalado pela batucada de 150 percussionistas, sobre o comando da Marcha Mundial das Mulheres, pudemos ver, divididas em alas, as mulheres com pernas de pau, com a faixa JUNTAS SOMOS GIGANTES; as mulheres negras com toques afro; as profissionais da educação, da saúde, bancárias, petroleiras, entre outras categorias que marcaram presença, denunciando o sucateamento das relações de trabalho e na luta contra a reforma da previdência; além de LGBTTIs, jovens e a tradicional corda de isolamento, protegendo as mães com suas crias. Também marcaram presença a Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo e a ala Lula Livre, tão importante para denunciar o estado de exceção que vivemos e tem se aprofundado com a prisão arbitrária do ex-presidente Lula. 

A secretária de mulheres da CUT-Rio, Marlene Miranda, falou sobre a campanha "Não É Não" no carnaval e enfatizou a importância de levarmos essa campanha para nossas categorias. "Nosso meio sindical é muito machista. Apesar de a CUT ter cinquenta por cento de mulheres no seu quadro, os sindicatos ainda não tem cumprido a nossa cota. Muitos não chegam nem a trinta por cento". Marlene também destacou a urgência em combater os assédios moral e sexual nos ambientes profissionais.

Marielle Franco, que estava conosco há exato um ano, foi lembrada durante toda a manifestação. Palavras de ordem foram proferidas e o samba da Mangueira, campeã em 2019, foi cantado pela multidão emocionada, em frente à Câmara dos Vereadores.

A fala da CUT, das juventudes e de várias organizações do movimento de mulheres afirmaram que o #8M marca o início de uma jornada de lutas por direitos, como foi em 2017, rumo à greve geral, para barrar a Reforma da Previdência do Bolsonaro. 

Todas estaremos de volta às ruas em 22 de março, Dia Nacional de Luta contra a reforma que acaba com a noção de previdência solidária que tínhamos no Brasil.

 

 

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