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13° Congresso Nacional da CUT começa com milhares de delegados

Além dos sindicalistas, abertura contou com presença de Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e Dilma Rousseff

Publicado: 07 Outubro, 2019 - 13h55

Escrito por: CUT Rio

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Teve início nesta segunda-feira (07) o 13° ConCUT em Praia Grande, litoral de São Paulo, local escolhido por sediar o 1° CONCLAT há cerca de 40 anos. O evento é considerado como um marco que possibilitou a criação da CUT alguns anos depois. Hoje o Ginásio Falcão recebeu milhares de delegados sindicais de todas as regiões e estados do Brasil.

O dia teve início com um seminário internacional que contou com a presença de movimentos sindicais de diversas partes do mundo como a RSA da Itália, a CUT Chile e a DGB da Alemanha, além de uma delegação internacional representando 39 países. Os debates durante o dia rodearam o tema do novo sindicalismo e as novas tecnologias no mundo do trabalho.

 

Ainda durante a tarde, aconteceu uma reunião ampliada de empregados de empresas estatais para definir os parâmetros que devem nortear as próximas ações em defesa da soberania. Nos próximos dias serão definidas estratégias e datas precisam de quando ocorrerão as próximas atividades envolvendo essas categorias.

 

Ao final do dia, a abertura oficial do Congresso contou com a presença do movimento estudantil na figura da representação da UNE, diversas centrais sindicais, movimentos internacionais de trabalhadores como a CSA e a CSI e um representante da OIT. Estava também no evento a ex-presidenta Dilma Rousseff que deu uma visão otimista, ainda que realista, sobre o momento que nos encontramos no Brasil, “Os movimentos sociais não foram destruídos e estão aprendendo a lutar em condições adversas nesses tempos que vemos o morticínio de instituições e do meio ambiente. Quando eu olho pro Brasil eu penso o que dá pra reverter. Lei e decreto dá pra reverter. Vender a Petrobrás não dá pra reverter, vender o Banco do Brasil não dá pra reverter, queimar a Amazônia não dá pra reverter.” disse Dilma.

Além de ler uma carta enviada por Lula, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, compartilhou sua visão sobre o papel do PT e como este se relaciona com a classe trabalhadora, “O PT sempre procurou ouvir, compartilhar e aplicar os conselhos que vem da base. A nossa região passa por um processo de desindustrialização e sabemos o que isso significa para a classe trabalhadora.” e completou com um desejo a se realizar por meio dos delegados desse Congresso “Que vocês tenham a luz para organizar a luta dos trabalhadores”.

 

Já Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, fez uma profunda análise sobre o papel do trabalho no capitalismo e na sociedade, “O que faz a riqueza de uma nação é o trabalho humano. Aqueles que se apossaram do capital sempre souberam disso, por isso se apossaram também da força de trabalho.” sua análise se estendeu também ao momento atual do capitalismo no país e refletiu sobre o conceito de democracia, “Nós vivemos hoje uma das facetas mais perversas do capitalismo, que milhões de pessoas sequer têm direito ao trabalho. Democracia não é só o direito de ir e ver. É o direito ao trabalho, o direito à alimentação, o direito a segurança pública e o direito à moradia.”

 

Rapidamente ao fim das falas, Carmem Foro, vice presidenta da CUT e Vagner Freitas, atual presidente da CUT, declararam aberto o Congresso com falas de protesto ao presidente do Brasil Jair Bolsonaro.