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Artigo

CUT Rio e a relação com os movimentos sociais

Publicado: 19 Setembro, 2019 - 00h00 | Última modificação: 19 Setembro, 2019 - 10h33

Ao longo dos últimos anos, nós da central única dos trabalhadores e das trabalhadoras apostamos nas Frentes Brasil Popular e Povo sem medo como principais instrumentos de diálogo com os demais movimentos sociais, posto que movimentos populares e de juventude do campo e da cidade também compõe as mesmas. Aqui no Rio de Janeiro ao longo das ações contra o golpe em 2016, houve momentos de protagonismo de uma ou de outra frente, até que a partir do ato da abertura das olimpíadas nós, da CUT RJ, tivemos papel  protagonista na construção uma unidade na ação das duas frentes. Desde então, ora com as duas frentes, ora incluindo o fórum das Centrais que ganhou fôlego na construção da greve geral de 28 de abril de 2017, nós da CUT colocamos o bloco na Rua, junto com todos e todas.

À partir de meados de 2017 a Povo Sem Medo investiu suas fichas no *Vamos* que viria a ser a plataforma estruturante da campanha do Boulos. Nós, da CUT RJ, continuamos participando das reuniões e contando com os demais movimentos da PSM na construção das atividades macro, mas sem dúvida essa opção tática da Frente acabou deixando-a muito focada no processo eleitoral de 2018, e em 2019 ainda não conseguiu reconstruir uma dinâmica pulsante da PSM, aqui no estado do Rio de Janeiro. 

No mesmo período a Frente Brasil Popular apostou na construção do congresso do povo como instrumento metodológico de dialogar com as pessoas e construir os comitês territoriais e os diagnósticos locais. Nós, da CUT RJ, estivemos o tempo todo nessa construção, e identificamos contribuições de sindicalistas nos seus territórios seja nos bairros da capital, ou no Sul do estado, locais onde a Frente está mais estruturada. Algumas participações também na Baixada, Serrana e Norte do Estado, mas que ainda é preciso consolidar mais os comitês. Nós estamos na operativa da frente no estado, onde pensamos ações de rua e formação, tanto territoriais quanto gerais. A frente se mostra como uma tática acertada para acessar as pessoas em seus territórios de moradia ou lazer, o que é absolutamente necessário numa conjuntura de transformação do mundo do trabalho. Esses comitês também nos garantiram a construção de atividades descentralizadas no vira voto, abaixo assinado contra a Reforma da Previdência, mutirões Lula Livre, e nos dias de luta e paralisação construídos nesse período com uma série de aulas públicas e atos locais.

Assim devemos continuar apostando nas frentes como espaço privilegiado de construção da luta junto com  os movimentos sociais, populares e de juventude. Precisamos sem dúvida envolver mais dirigentes nessa construção,  pois as frentes para nós são estratégicas para alcançar aqueles que estão no trabalho a distância ou informal.